A presença do celular altera sua percepção no relacionamento

A presença do celular altera sua percepção no relacionamento

Quando você passa tempo com seu companheiro, você está realmente melhorando seu relacionamento?

Ou você está apenas perto um do outro, talvez falando, mas sem realmente se conectar ao grau que você acha que poderia?

Uma pesquisa identifica uma nova maneira pela qual a proximidade e a conexão são potencialmente inibidas por um avanço que supostamente ajuda as pessoas a permanecerem conectadas: nossos celulares. Isso parece estranho, a princípio, porque a tecnologia é o meio pelo qual nos mantemos conectados. Usamos nossos celulares para enviar imagens e mensagens para aqueles com quem nos preocupamos, compartilhamos momentos com amigos que estão do outro lado da cidade ou um voo de avião, fazemos planos para nos ver pessoalmente. Os benefícios são aparentes, mas os custos muitas vezes não são percebidos.

Claro, faz sentido verificar constantemente o seu celular pode não ajudar o seu relacionamento, mas e se você não estiver verificando ativamente o seu celular. Isso é um problema?

Pesquisas sugerem que a mera presença de um celular é um problema para conexão e intimidade. Os pesquisadores pediram a pares de participantes que falassem casualmente ou sobre um evento significativo, e subsequentemente mediram os sentimentos de proximidade e qualidade de relacionamento dos participantes e os sentimentos de confiança e empatia. Metade dos participantes envolvidos nessas conversas estava com celular (ou seja, na mesa, mas em nenhum momento acessado), enquanto a outra metade não tinha um celular.

Os resultados mostraram que a simples presença de um celular foi suficiente para interferir na conexão interpessoal. Os participantes relataram:

  • menos proximidade
  • menor qualidade de relacionamento
  • menores sentimentos de confiança
  • empatia do parceiro inferior

... quando eles estavam na condição de celular-presente versus celular-ausente. Esses efeitos foram especialmente pronunciados quando foram solicitados a falar sobre um evento significativo em suas vidas.

O mais interessante é que os participantes não sabiam que seus celulares estavam tendo esse efeito em sua capacidade de se conectar com seus parceiros. Então, tudo isso está ocorrendo fora da consciência: os participantes não tinham ideia de que seus celulares estavam tendo esse efeito em seu relacionamento.

E fora do laboratório? Um estudo de campo corrobora esse efeito. Desta vez, os participantes foram recrutados para fazerem uma refeição juntos em um restaurante, que é uma atividade que tem o potencial de permitir a interação social. Os pesquisadores manipularam para a presença do celular na mesa (supostamente para esperar que a pesquisa fosse enviada para eles) ou ausente (os participantes foram instruídos a silenciar seus celulares e guardá-los). Após a refeição, os participantes completaram um conjunto de perguntas da pesquisa avaliando sua experiência.

Os resultados sugeriram que as pessoas com seus celulares informaram mais tédio e menos prazer do que as pessoas com seus celulares distantes, e como eles ficaram distraídos por causa de seus celulares, em parte, explicaram essas diferenças. Em um segundo estudo, os participantes completaram pesquisas em vários momentos ao longo de uma semana e indicaram o que vinham fazendo nos últimos 15 minutos e como se sentiam. O modo como os participantes se sentiram distraídos ao usar seus celulares foi responsável por seus relatos de menos prazer, mais tédio e menos conexão.

O que você pode fazer para ajudar seu relacionamento? Esses estudos sugerem que a mera presença de celulares pode ter um efeito prejudicial na conexão interpessoal e que não estamos necessariamente cientes desse efeito. Felizmente, há uma solução simples: coloque seus celulares longe, fora de vista, e você estará pronto para conexões interpessoais mais significativas.

Referências:

Przybylski, A. K., & Weinstein, N. (2013). Can you connect with me now? How the presence of mobile communication technology influences face-to-face conversation quality. Journal of Social and Personal Relationships, 30(3), 237–246. https://doi.org/10.1177/0265407512453827

Dwyer, Ryan. 2017. “Smartphone Use Undermines Enjoyment of Face-to-Face Social Interactions.” Electronic Theses and Dissertations (ETDs) 2008+. T, University of British Columbia. doi:http://dx.doi.org/10.14288/1.0354413.

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Psicóloga Juliana Gonçalves Oliveira Guedes
Formada em Psicologia pelo Centro Universitário UNA. Atua como psicóloga clínica em consultório particular..

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