A ansiedade da Fuga

A ansiedade da Fuga

Quando nascemos somos retirados de uma bolha acolhedora que protege e que oferece sustentação e bruscamente somos apresentados ao mundo de novidades e incertezas, acredito que as primeiras ansiedades começam a aparecer nesse momento, são nossos primeiros momentos de dores, não só uma aflição física quando sentimos o ar nos invadindo pela primeira vez, mas também um desamparo avassalador.

 

Assim começa nossa primeira experiência de ansiedade, e hoje são inúmeras as pessoas que sofrem dessa desregulação psíquica, buscam os consultórios médicos por não saberem ou não entenderem os aspectos afetivos e emocionais desse segmento, devido a isso, passamos a tratar como doença aquilo que deveria ter sido mantido como parte de um processo defensivo da mente, que precisa ser entendido e trabalhado pelo profissional psicólogo e de saúde mental.

 

Nos dias atuais somos como o bebê que acaba de nascer, nesse mundo globalizado e imediatista, somos bombardeados com informações e responsabilidades, as quais são geradoras de ansiedade destrutiva.

 

A vida é cheia de incertezas, não sabemos como viver, o que podemos experimentar, ou o que realmente podemos ser ou sentir, e tudo aquilo que ainda não podemos nomear ou tornar símbolo acaba sendo muito assustador.

 

Assim passamos a nos questionar em relação a nossa busca para encontrar aquilo que é passível de fazer sentido, pois se acordamos e vamos trabalhar sem questionamento, sem propósito interno e só com a pretensão do dinheiro, é inevitável que isso seja gerador de uma ansiedade e vazio aniquilador, pois se isso não é consciente, temos a grande chance de nos tornar opacos, uma vez que parece não haver um lugar para findar.

 

Estamos a todo o tempo tentando fugir da dor, do sofrimento, tentando antecipar para não vivenciar a dor e sofrimento, que esquecemos de aprender com eles.

 

Estamos a todo tempo tentando fugir da solidão que acabamos fugindo de nós mesmos.

 

É de suma importância compreender que são vários os aspectos causadores de ansiedade (psíquicos, emocionais ou sociais), mas independente disso, em primeiro lugar, precisamos nos dar a chance de um “start” de vida, como aquele bebezinho que enche os pulmões e que respira pela primeira vez aliviado. A dor pode ser imensa, mas apesar disso, a sensação de ter respirado é gratificadora e a ansiedade de nascer já não se estabelece, ele está ali.

 

E você, onde está?

 

Mas realmente não é fácil esse questionamento de maneira qualificada, não é fácil conviver com a incerteza como o não saber, e não é fácil enfrentar a solidão, porém é preciso entender que:

 

“Ficar sozinho, não é estar sozinho.”

 

“Não existe companhia melhor que a sua”.

 

“Mas se você não for uma boa companhia para você, dificilmente será para os outros”.

 

“E se os outros te abandonarem, a solidão é suportável, mas se você se abandonar, a solidão se torna INSUPORTAVEL”.

 

“Individualismo, não é mesmo que Egoísmo.”

 

“Cuide de você, pense em você e será ainda melhor para os outros.”

 

Busque seu caminho, se desenvolva, se questione, aprenda, erre, mas não esqueça se seguir em frente.

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Psicólogo Rodrigo Romão Antonio
Atuo como Psicólogo Clínico em abordagem Psicoterapia Breve, buscando promover saúde mental, equilíbrio emocional, qualidade de vida e desenvolvimento pessoal. Atendimento online e presencial na cidade de Bauru/SP para crianças/adolescentes/adultos/idosos/casais. Trabalho com o tratamento do processo de emagrecimento, no tratamento de ansiedade, depressão, conflitos pessoais, desenvolvimento pessoal, e vários aspectos emocionais e comportamentais. Idealizador dos Projetos: Educação Emocional EmagreSER TranquilaMENTE

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